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Em entrevista coletiva, o presidente afirmou que a ofensiva foi uma “primeira onda” e que os militares permancerão por lá para agir novamente, se for necessário
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou os bombardeios feitos em Caracas, na Venezuela, e a captura de Nicolás Maduro na madrugada deste sábado (3). Em entrevista coletiva, o presidente afirmou que a ofensiva foi uma “primeira onda” e que os militares permancerão por lá para agir novamente, se for necessário.
Trump afirmou que, por ora, haverá “uma transição pacífica” na Venezuela.
Queremos paz, liberdade para as pessoas ótimas da Venezuela. Temos muitos venezuelanos vivendo nos Estados Unidos que querem voltar para o país. Não podemos deixar que outra pessoa tome conta da Venezuela e das pessoas venezuelanas, da mente delas, após décadas de um governo como esse. Não vamos deixar isso acontecer. Porque as pessoas não entendem, mas elas vão entender um dia. Nós vamos ficar por lá até um certo tempo de tempo para conseguir garantir uma transição adequada.
Trump também reforçou que a ofensiva foi considerada uma “primeira onda”, sugerindo novos ataques no país.
“Vamos nos preparar para reagir a uma segunda onda, se for necessário, mas, por enquanto, talvez não seja. Essa foi a primeira onda, com um ataque de segunda onda. Aqui muito bem-sucedido. E aí teremos uma segunda onda muito maior. Temos uma onda muito maior por vir.”
Crimes
Trump afirmou que Maduro está sendo acusado de vários crimes, incluindo “narcotráfico, tráfico de drogas, mortes e assassinatos”. Segundo o presidente americano, o venezuelano liderava o cartel de drogas de Los Soles.
O presidente norte-americano também afirmou que a primeira-dama venezuelana, Cília Flores, foi indiciada pela Justiça dos EUA e que ela e Maduro estão em um navio a caminho de Nova Iorque, Miami ou Flórida, sem definição final.
“Temos muitas evidências dos crimes deles que serão apresentadas para a lei. Eu já vi o que nós temos. A gente tirar o fôlego. Por muitos anos, durante a presidência dele, de Maduro, ele ficou no poder e fez uma campanha de violência, terror e subversão contra a União Europeia”, disse.
Petróleo
Trump também citou o petróleo da Venezuela que, segundo ele, foi roubado dos Estados Unidos durante as administrações anteriores e da gestão de Nicolás Maduro, e afirmou: “isso é propriedade americana, faz parte da história do nosso país”.
“Tudo foi roubado de nós durante as administrações anteriores e de Nicolás Maduro. Isso é a propriedade americana, faz parte da história do nosso país. Uma infraestrutura massiva de exploração de petróleo foi tirada de nós como se tirasse doce de bebê. Foi isso que eles fizeram. Mas agora o ditador Maduro Não vai mais ameaçar os Estados Unidos, eles tentaram.”, afirmou.
“Com Maduro foi justo”
O presidente finalizou o pronunciamento dizendo que o que aconteceu com Nicolás Maduro pode acontecer com outros líderes mundiais.
“Estou completamente satisfeito com o momento e com essa operação política. Figuras políticas também Já falei com todos, o que aconteceu com Nicolás Maduro pode acontecer com outros líderes mundiais, eles sabem disso. Com Maduro foi justo. O ditador Maduro está finalmente preso e as pessoas estão livres. Demorou bastante para ele”, completou Trump.
Entenda a ofensiva dos EUA contra a Venezuela
Os Estados Unidos realizaram na madrugada de 3 de janeiro uma operação militar contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. A ação provocou bombardeios em pontos estratégicos do país, um apagão em Caracas e levou o governo venezuelano a declarar estado de emergência, acusando Washington de violação de soberania
Horas depois, o presidente americano Donald Trump confirmou o ataque e afirmou que Maduro foi detido por forças dos EUA. Em declarações posteriores, Trump confirmou que o líder venezuelano foi levado para Nova York, nos Estados Unidos, para ser julgado por acusações de terrorismo e tráfico de drogas.
Em entrevista coletiva, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão governar a Venezuela após a captura de Maduro, declaração que ampliou a reação internacional e levantou questionamentos sobre uma possível ocupação ou administração provisória do país.
O presidente americano também afirmou que a ofensiva teve como um de seus objetivos a recuperação de petróleo que teria sido retirado dos Estados Unidos pelo regime venezuelano. Segundo Trump, o recurso foi tomado “como doce de bebê”, expressão usada por ele para justificar a intervenção e reforçar o discurso de prejuízo econômico aos EUA.
Ele também disse que a captura de Maduro serve como alerta a outros líderes que desrespeitem os interesses dos EUA. Trump declarou ainda que a Venezuela será “reconstruída” com recursos do petróleo recuperado pelos EUA, reforçando a ideia de controle econômico sobre Caracas.
Durante a ofensiva, bombardeios provocaram um apagão em Caracas, segundo autoridades locais, e aeronaves militares americanas foram registradas sobrevoando o território venezuelano.
Trump afirmou que acompanhou a operação em tempo real e comparou a ação a um “reality show”. Mais tarde, a Casa Branca divulgou uma imagem de Maduro sob custódia, sendo levado aos Estados Unidos.
Na Venezuela, a captura do presidente aprofundou a instabilidade política e econômica. Houve corrida a mercados, e setores da oposição, representados pela líder da oposição, María Corina, passaram a defender uma transição de poder, enquanto cresce a incerteza sobre a condução do país.
A operação recebeu apoio de aliados do governo Trump. O vice-presidente americano afirmou que os ataques se justificam por um suposto “roubo de petróleo” por parte do regime venezuelano.
Em reação, líderes internacionais criticaram a ofensiva. A Rússia condenou a ação e classificou a operação como uma agressão armada.
No Brasil, o governo Lula criticou duramente a ofensiva, afirmando que a captura de um chefe de Estado estrangeiro ultrapassa os limites do direito internacional. O país elevou o nível de alerta militar no Norte, embora o Itamaraty tenha informado que a situação na fronteira segue normal.
Analistas avaliam que a ofensiva dos EUA contra a Venezuela representa uma escalada sem precedentes e pode redefinir o equilíbrio político na América Latina.





