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O presidente Donald Trump segue agitando a ordem mundial com uma política externa agressiva. Após mudanças de postura sobre a Ucrânia, bombardeios no Irã e na Nigéria, e a captura de Nicolás Maduro na Venezuela, o foco da Casa Branca agora se volta para uma nova obsessão: a Groenlândia.
Europa reage e França envia tropas
A postura de Washington deixou o continente europeu atônito. A França, em um movimento para reafirmar a soberania dinamarquesa e as leis internacionais, decidiu participar de uma missão militar europeia na ilha.
Paris já enviou um pequeno contingente de soldados para a Groenlândia, número que deve aumentar nos próximos dias para exercícios militares organizados pelas forças armadas dinamarquesas. Outros países, como Suécia e Alemanha, também anunciaram participação na operação. O recado de Paris é claro: solidariedade total à Dinamarca contra as pressões de Washington.
A movimentação também despertou a atenção do Kremlin. Em nota oficial, a Rússia criticou o envio de tropas da OTAN para a região, acusando a Aliança de usar o “pretexto do perigo russo e chinês” para acelerar a militarização do Norte, em vez de buscar conversas construtivas via Conselho do Ártico.
Por que a Groenlândia é estratégica?
A disputa não é apenas territorial, mas econômica e logística:
Riquezas Minerais: A ilha é riquíssima em terras raras, urânio, ouro, ferro, petróleo e gás natural.
Tecnologia: As terras raras são essenciais para a economia moderna, usadas na fabricação de celulares, chips, baterias de carros elétricos e equipamentos militares de ponta.
Rotas Marítimas: Com o degelo global, o Ártico está abrindo novas rotas comerciais que podem encurtar drasticamente as viagens entre a Ásia, Europa e América.





