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O presidente russo Vladimir Putin recebeu o convite. O Kremlin disse que ele o está estudando e espera contatos de Washington para tomar uma decisão
A mini ONU que o presidente Donald Trump está querendo criar, com a participação do Brasil e de mais de outras 60 nações, tem a oposição de Israel, que não aceita a inclusão da Turquia e do Catar no Conselho de Paz anunciado.
O Conselho de Paz (BoP, Board of Peace) será presidido pelo presidente Trump. Ficará acima do comitê de 15 tecnocratas que passarão a administrar Gaza. Entre seus fundadores estão o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial ao Oriente Médio, Steve Witkoff, o genro Jared Kushner e o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Diplomatas disseram ao jornal Jerusalém Post que, “ao que tudo indica, Trump está construindo uma organização que não vai se limitar apenas à Gaza, mas que, talvez, se torne uma espécie de mini ONU.”
O presidente russo Vladimir Putin recebeu o convite. O Kremlin disse que ele o está estudando e espera contatos de Washington para tomar uma decisão. O presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, foi também convidado, embora não esteja numa lista divulgada pela Casa Branca.
O presidente argentino Javier Milei sentiu-se “honrado” em ser convidado. A França foi a primeira nação a dizer que não deverá integrar o BoP. E advertiu que a carta-convite de Trump vai além de Gaza, “levantando questões sobre o respeito aos princípios e estruturas da ONU, que em nenhuma circunstância devem ser postos em questão”. O Egito e a Turquia ainda não responderam. O Canadá anunciou que aceitará participar, mas que não vai pagar US$ 1 bilhão de dólares para uma cadeira permanente, depois de três anos de adesão. O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, “está pronto para tomar parte”, e mais: seu chanceler disse que espera que o BoP expanda sua autoridade muito além do mandato exposto em sua iniciativa” – a reconstrução de Gaza.
Para Israel, que detém 52% do território de Gaza, a segunda fase do cessar-fogo “é muito simples”, de acordo com o premiê Netanyahu: “O Hamas será desarmado, e Gaza, desmilitarizada”. Ele não menciona a contraparte israelense, a de recuar para perto de suas fronteiras, antes de se retirar totalmente para Israel. “Vamos manter esses objetivos, e eles serão alcançados, seja pelo caminho mais fácil ou pelo mais difícil”.





