crédito band.com.br -> www.band.com.br/bandnews-fm/noticias/macron-critica-imperialismo-de-trump-e-diz-que-europa-nao-se-curvara-202601201730
Em Davos, líder francês reafirma apoio à Dinamarca em meio a ameaças de Trump pela Groenlândia; premiê da ilha autônoma alerta para ‘invasão militar’
O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou duramente a pressão feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela Groenlândia, afirmando que a Europa não irá se curvar ao que chamou de “imperialismo e colonialismo”. A declaração foi feita nesta terça-feira durante um discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, e eleva a tensão diplomática entre os EUA e nações europeias por causa do interesse militar americano na ilha autônoma, que é administrada pela Dinamarca.
O discurso de Macron ocorre em um momento de escalada na retórica. Hoje, o primeiro-ministro da Groenlândia pediu à população que se prepare para uma possível invasão militar por parte dos Estados Unidos. A primeira-ministra da Dinamarca, por sua vez, reforçou o clima de apreensão ao destacar que “o pior está por vir”, sinalizando que a crise diplomática pode se agravar.
A situação foi intensificada por uma publicação de Donald Trump nas redes sociais. O americano compartilhou uma fotografia de uma reunião com líderes europeus na qual foi inserida, por meio de inteligência artificial, uma imagem de um mapa das Américas. Na montagem, territórios como Venezuela, Groenlândia e Canadá aparecem como parte dos Estados Unidos, em um gesto visto como provocação.
Próximos passos no cenário diplomático
Com a recusa firme da Dinamarca em negociar a soberania da ilha e o apoio declarado da França, a expectativa é de que a União Europeia adote uma postura mais unificada contra as pressões americanas. Diplomatas devem se reunir nos próximos dias para discutir uma resposta conjunta às ações de Trump.
Enquanto isso, a população da Groenlândia e da Dinamarca acompanha com preocupação os desdobramentos, aguardando os próximos movimentos de Washington. A crise evidencia o crescente distanciamento entre os Estados Unidos e seus aliados tradicionais europeus durante o atual governo americano.





