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Contratos de aluguel que fazem aniversário em janeiro não devem ter reajuste devido ao IGP-M
O início de 2026 traz uma notícia positiva para quem mora de aluguel ou possui um imóvel comercial. O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), principal indicador utilizado para o reajuste dos contratos imobiliários no Brasil, encerrou o ano de 2025 com deflação de -1,05%. Na prática, o resultado interrompe a trajetória de altas e garante que os contratos com aniversário em janeiro de 2026 não sofram correção no valor mensal.
A virada para o campo negativo começou em novembro de 2025. De acordo com a especialista em locação imobiliária e fundadora da Asa Imobiliária, Agni Aguiar, embora o índice negativo não obrigue a redução do valor nominal do aluguel (salvo cláusulas específicas), ele abre uma janela estratégica de negociação. “O locatário não sofrerá aumento no valor do aluguel, mesmo em um cenário de inflação de preços em outros setores”, explica Aguiar.
Mudar ou renovar?
Janeiro é tradicionalmente um mês de alta movimentação no setor imobiliário devido ao período de férias e planejamentos anuais. No entanto, Aguiar alerta que a renovação pode ser mais vantajosa do que a troca de endereço neste momento.
Imóveis Comerciais: A vantagem é ainda mais nítida. “Os serviços e produtos oferecidos pelas empresas provavelmente sofrerão majoração, enquanto a despesa com o imóvel permanecerá a mesma”, destaca a especialista.
Novos Contratos: Para quem não tem como evitar a mudança, a orientação é utilizar o cenário deflacionário como argumento na mesa de negociação com novos proprietários.
Histórico: a raridade do índice negativo
Criado no final da década de 1940 para oferecer uma visão abrangente sobre o comportamento dos preços, o IGP-M raramente fecha o acumulado de 12 meses no terreno negativo.
Relembre os períodos em que o índice ficou abaixo de zero:
Abril de 2023 a Janeiro de 2024
Junho de 2017 a Fevereiro de 2018
Julho de 2009 a Janeiro de 2010
Abril e Maio de 2006
A queda atual reflete uma dinâmica específica de preços no atacado e commodities, que compõem a maior parte do cálculo do índice, diferenciando-o do IPCA, que foca no consumo direto das famílias.





