O Simples Nacional vai acabar? Veja o que muda com a reforma tributária

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O regime simplificado está preservado no novo modelo, mas especialistas alertam que escolha pelo Simples deixará de ser “automática” devido ao sistema de créditos

A implementação da Reforma Tributária no Brasil traz uma dúvida central para milhões de empreendedores: o Simples Nacional vai acabar? Embora o sistema tenha sido mantido na nova estrutura, as regras do jogo mudaram. Agora, a permanência no regime exige um cálculo estratégico que vai além da guia única de pagamento.

O desafio dos créditos tributários

O ponto de maior atenção para os pequenos negócios não é a carga tributária em si, mas a dinâmica da cadeia produtiva. No novo sistema, empresas que compram de fornecedores do Simples Nacional podem não conseguir gerar créditos tributários integrais.

Isso cria um dilema comercial: micro e pequenas empresas que prestam serviços para grandes companhias podem perder competitividade, já que seus clientes darão preferência a fornecedores que permitam o abatimento de impostos ao longo da cadeia. “O Simples Nacional não acaba, mas deixa de ser automaticamente a melhor escolha em todos os casos”, afirma Rafael Caribé, CEO da Agilize Contabilidade. Segundo o especialista, algumas empresas precisarão avaliar se migrar para o regime de débito e crédito será financeiramente mais vantajoso para manter contratos com grandes players.

Transição longa e sistema híbrido

Os empreendedores precisam se preparar para uma maratona, não um sprint. O período de transição se estende até 2033, o que significa que, nos próximos anos, os negócios brasileiros terão que lidar com a complexidade de dois sistemas tributários operando simultaneamente.

Pontos de atenção para o empreendedor em 2026:

Revisão de Preços: O custo do tributo embutido no produto ou serviço pode mudar a percepção de valor para o cliente final.

Planejamento Tributário: A decisão de permanecer no Simples deve ser revista anualmente com base no perfil dos clientes (B2B ou B2C).

Organização Contábil: A transição exige um acompanhamento rigoroso para evitar bitributação ou perda de oportunidades fiscais.

Preparação é a chave

Para Caribé, o sucesso na adaptação dependerá da antecipação. “A reforma traz oportunidades de simplificação no longo prazo, mas exige organização e revisão de estratégia agora. Quem se preparar desde já terá vantagem competitiva”, conclui.

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