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Presidente da Corte declarou que, com base no que foi apurado até o momento, não há motivos para que o processo continue na mais alta instância do Judiciário brasileiro
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (27) que a tendência é que o inquérito sobre o Banco Master deixe a Corte e retorne à primeira instância. A avaliação foi feita pelo magistrado em entrevista ao G1, na qual destacou que, com base nos elementos levantados até aqui na investigação que apura supostas fraudes, não há motivo para que o processo continue no STF.
O futuro da investigação
A fala do presidente do STF ocorre em um momento de debates internos na Corte sobre o desgaste gerado pelo caso. A devolução do processo para a primeira instância é vista por outros ministros como uma maneira de blindar o relator, Dias Toffoli, de críticas.
“Há uma suscitação de que não há razão desse processo estar no STF. Eu creio que numa direção ou outra, isso ficará claro (…) Há uma tendência, pelo que se verifica até agora, que não se justifique ficar aqui”, disse Fachin.
Contexto da Operação
A investigação sobre o Banco Master, que foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central, já resultou em operações de busca e apreensão e na quebra de sigilo bancário e fiscal de mais de 100 pessoas e empresas. A Polícia Federal apura indícios de organização criminosa, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros.
Depoimentos de oito investigados foram colhidos pela PF na última semana, em um passo importante para a conclusão do inquérito.





