crédito band.com.br -> www.band.com.br/noticias/jornal-da-band/ultimas/depoimento-revela-detalhes-de-acusacao-de-abuso-contra-ministro-do-stj-202602061935
Documentos obtidos pelo Jornal da Band mostram relato de jovem de 18 anos sobre episódio ocorrido em praia de Santa Catarina; defesa nega crime.
Por Lucas Martins
O jornalismo da Band teve acesso ao depoimento policial e a conversas de WhatsApp que detalham a acusação de abuso sexual contra o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso teria ocorrido em uma praia em Santa Catarina e envolve uma jovem de 18 anos, filha de amigos de longa data do magistrado.
Detalhes do depoimento e mensagens
De acordo com o documento policial, a jovem relatou que Marco Buzzi a puxou pelo braço e a posicionou de costas para ele. O relato descreve que o ministro pressionou o corpo contra o dela e proferiu comentários sobre a aparência física da jovem. Ela afirma que tentou se afastar, mas foi puxada novamente.
O conteúdo das conversas de WhatsApp, também obtido pela reportagem, mostra o momento em que os pais da jovem relatam o ocorrido à esposa do ministro. As mensagens registram o choque da família com o episódio. A vítima declarou que, após o ocorrido, retornou à residência chorando e contou os fatos ao pai.
Diante do relato, a família decidiu interromper a viagem e retornar imediatamente para São Paulo. A jovem afirmou às autoridades que sofre de abalos psicológicos graves desde o dia do incidente, incluindo pesadelos constantes e a necessidade de acompanhamento profissional com psicóloga e psiquiatra.
Repercussão e próximos passos
O caso ganha relevância devido ao cargo ocupado por Marco Buzzi, que integra uma das cortes mais altas do Judiciário brasileiro. A investigação busca apurar a veracidade dos fatos e analisar as provas digitais apresentadas pela família da vítima, como as trocas de mensagens logo após o suposto crime.
A defesa do ministro Marco Buzzi nega veementemente as acusações de abuso sexual. O processo segue sob análise das autoridades, que devem ouvir outras testemunhas e analisar o histórico das relações entre as famílias envolvidas para dar prosseguimento ao inquérito.





