Ex-príncipe Andrew é preso no Reino Unido no dia do seu aniversário

Por Gabriel Silva

O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III, foi preso pelas autoridades britânicas nesta quinta-feira (19), exatamente no dia em que completou 66 anos, em uma ação que marca um novo capítulo de investigação contra membros da monarquia do Reino Unido.

A detenção ocorreu em sua residência em Sandringham, Norfolk, na Inglaterra, onde ele estava morando após deixar sua antiga casa em Windsor. A Polícia do Vale do Tâmisa confirmou que a prisão se deu por suspeita de conduta imprópria em cargo público, no contexto de investigações relacionadas ao escândalo envolvendo o financista norte-americano Jeffrey Epstein.

Segundo as informações oficiais, a suspeita está ligada a indícios de que Andrew teria compartilhado informações confidenciais ou relatórios oficiais com Epstein enquanto atuava como representante especial do Reino Unido para comércio internacional, entre 2001 e 2011. Documentos recentemente divulgados — parte dos chamados Epstein Files — incluem um e-mail de 2010 no qual o ex-príncipe teria encaminhado a Epstein um relatório sobre oportunidades de investimento no Afeganistão, além de outras comunicações que mostram conversas sobre viagens oficiais.

A ação policial incluiu diligências em diferentes propriedades ligadas a Andrew, incluindo buscas em endereços em Berkshire e Norfolk. Ele permanece em custódia enquanto as autoridades aprofundam a investigação.

O ex-príncipe já havia sido alvo de controvérsias anteriormente: ele foi forçado a renunciar a funções oficiais e perdeu títulos reais após o escândalo com Epstein ganhar grande repercussão internacional. Na época, ele chegou a enfrentar uma ação civil nos Estados Unidos movida por Virginia Giuffre, uma das vítimas do esquema de abuso sexual ligado a Epstein, que culminou em acordo financeiro em 2022.

A prisão de Andrew representa um dos episódios mais dramáticos da história recente da família real britânica, evidenciando uma crise de imagem para a instituição e o aprofundamento das investigações sobre conexões com figuras envolvidas em crimes sexuais e tráfico de menores.

Fontes consultadas: Metrópoles 

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