Mendonça se reúne com a PF para receber relatório sobre o Caso Master e definir próximos passos

Por Gabriel Silva

Nesta segunda-feira (23/02/2026), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), se reuniu com delegados da Polícia Federal (PF) em Brasília para tratar da investigação sobre o chamado Caso Master — um dos mais complexos inquéritos que envolve supostas fraudes bilionárias no sistema financeiro brasileiro. 

A reunião foi marcada logo após Mendonça assumir a relatoria das investigações em 12 de fevereiro, substituindo o ministro Dias Toffoli, que deixou o caso em meio à repercussão pública e institucional. 

Relatório da PF pode orientar decisões no STF

Durante o encontro, os delegados entregaram ao ministro um relatório detalhado das investigações, com um panorama ponto a ponto das apurações. O documento servirá como base para que Mendonça defina os próximos passos da investigação, incluindo eventuais ordens judiciais e encaminhamentos. 

O encontro representa o segundo compromisso formal entre Mendonça e a PF desde que ele passou a comandar o caso. Além do relatório, a Polícia Federal apresentou dados sobre a investigação, que apura possível esquema de concessão irregular de créditos e fraudes envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. 

Ampliação da atuação da PF e sigilo nos autos

Como relator, Mendonça já tomou medidas para intensificar o trabalho investigativo. Ele autorizou a PF a realizar diligências que não dependem de autorização judicial, como oitivas de investigados e testemunhas nas dependências da própria corporação, além de permitir a análise de dispositivos eletrônicos apreendidos durante a chamada Operação Compliance Zero. 

O ministro também determinou que o material apreendido permaneça sob custódia da Polícia Federal, mantendo o sigilo das investigações em nível III, um grau de proteção que ainda garante confidencialidade, mas com maior flexibilidade operacional em comparação ao período anterior. 

Contexto do Caso Master

O Caso Master ganhou destaque depois que fraudes bilionárias atribuídas ao banco e a pessoas ligadas à sua gestão vieram à tona, com operações que incluíram a tentativa de comprar outra instituição financeira e a apreensão de celulares e dispositivos eletrônicos com indícios relevantes. 

A investigação envolve, ainda, questionamentos sobre a condução das apurações e a troca de relatoria no STF, que ampliou o foco nas diligências da PF e no trabalho pericial da corporação. 

O encontro desta segunda é visto como um passo importante para dar continuidade às apurações e definir com mais clareza os próximos movimentos no Supremo Tribunal Federal, que deverá acompanhar de perto o avanço do caso nos próximos dias.

Fonte consultada: Metrópoles 

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