Minas Gerais decretou luto oficial.
São 59 vidas perdidas até o momento após os temporais que devastaram Ubá e Juiz de Fora.
Por: Gabriel Silva
Casas soterradas.
Famílias destruídas.
Histórias interrompidas.
Enquanto o barro ainda cobre ruas e corpos são velados, documentos oficiais indicam que R$ 64 milhões foram liberados para obras de drenagem e prevenção de desastres por meio do Novo PAC, do governo Luiz Inácio Lula da Silva em 2025.
A proposta foi habilitada e selecionada no âmbito do programa. O recurso estava autorizado.
No entanto, segundo registros do Ministério das Cidades, a Prefeitura de Ubá não teria encaminhado a documentação necessária para que a obra fosse liberada para a fase de execução. O recurso enconta-se parado na Caixa.
O atual prefeito de Ubá, Professor José Damato (PSD), lamentou as mortes e afirmou que a gestão está prestando assistência às famílias atingidas. Assistência após a tragédia não substitui prevenção antes dela.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) articulou, junto ao prefeito, contato com o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro para solicitar apoio, porém não citou em nenhum momento que em 2025 o governo Lula enviou recurso para o município e não foi utilizado por má gestão administrativa de sua própria secretaria de obras.
Fato é que se o recurso tivesse sido utilizado, poderia ter evitado a tragédia. Se executadas a tempo, obras estruturais de drenagem poderiam ter reduzido os impactos do desastre, segundo especialistas em gestão de risco. Quando a verba não sai do papel, quem paga é a população.
R$ 64 milhões eram números.
59 mortos são nomes, famílias e histórias.
Até o momento, a Prefeitura não encaminhou posicionamento oficial detalhando os motivos da não tramitação completa da documentação exigida para execução da obra.
Fontes:
Foram consultados documentos oficiais do Ministério das Cidades, incluindo dados disponibilizados na plataforma TransfereGov.br, referentes à seleção de propostas no âmbito do Novo PAC 2025.
As informações sobre posicionamentos políticos foram extraídas de declarações públicas e registros oficiais.






Uma resposta
As verdades precisam vir a público. Os prefeitos e governadores ficam fazendo politicagem e os eleitores pagam com a vida.