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Porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que os mísseis usados estão mais avançados e que mais de 600 miliatres dos EUA morreram
atualizado
O general Ali Mohammad Naeini, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), prometeu que os ataques retaliatórios do Irã contra os Estados Unidos e Israel “serão ainda mais devastadores”. Naeini disse também que os mísseis iranianos foram modernizados e “são mais avançados do que os usados na guerra do ano passado”.
A referência é sobre a da guerra de 12 dias, em junho de 2025, entre Irã e Israel, que deixou 963 mortos em mais de 2 mil ataques, além de quase 8 mil feridos e 700 presos. O cessar-fogo foi negociado com os Estados Unidos. Israel justificou o ataque como uma ação preventiva contra bombas nucleares iranianas.
“Os inimigos devem esperar ataques contínuos do Irã. […] Os portões do inferno se abrirão cada vez mais para os EUA e o regime sionista”, afirmou o porta-voz do Irã.
Segundo a declaração, divulgada pela Tasnim, agência de notícias semi oficial iraniana, nessa terça-feira (3/3), o general disse que ataques do Irã contra alvos em territórios ocupados por Israel e bases norte-americanas na região, durante a Operação Verdadeira Promessa 4, “superou as expectativas do inimigo e os pegou de surpresa”.
Ainda na terça-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que mais de 650 militares norte-americanos foram mortos ou feridos nos dois primeiros dias da operação retaliatória iraniana.
Os EUA não confirmam a informação e dizem que, até terça-feira (3/3), quatro militares norte-americanos morreram nas operações.
Ministro se pronuncia
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também veio a público, nesta quarta-feira (4/3), e acusou Trump de trair a diplomacia e os americanos que o elegeram. Araghchi lembrou que o Irã estava em negociação com os Estados Unidos quando os ataques começaram.
“Quando negociações nucleares complexas são tratadas como uma transação imobiliária, e quando grandes mentiras obscurecem a realidade, expectativas irreais jamais serão atendidas. O resultado? Um ataque à mesa de negociações por puro despeito”, disse.





