Por Gabriel Silva
Investigações da Receita Federal, do Ministério Público e de órgãos de combate à lavagem de dinheiro apontam que fintechs suspeitas de ligação com integrantes do PCC movimentaram cerca de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025.
Segundo as autoridades, as empresas operavam como uma espécie de sistema financeiro paralelo, facilitando circulação de dinheiro sem os mesmos controles aplicados ao sistema bancário tradicional. O esquema teria sido utilizado para ocultação de patrimônio, movimentações ilícitas e lavagem de dinheiro em larga escala.
As apurações indicam que os recursos passavam por contas de passagem, depósitos fracionados, empresas de fachada e transferências consideradas incompatíveis com as atividades declaradas das instituições investigadas.
O caso aumentou a pressão sobre o setor de fintechs no Brasil e reacendeu debates sobre fiscalização, regulamentação e monitoramento de operações financeiras digitais. Especialistas apontam que o crescimento acelerado dessas plataformas trouxe inovação ao mercado, mas também abriu espaço para novos modelos de crimes financeiros.
As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.





