Banco Central estabelece limite para operações virtuais internacionais

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Regras definem quem poderá operar com criptomoedas no país e impõem limites para transações internacionais

 atualizado 

Banco Central (BC) publicou, nesta segunda-feira (10/11), um conjunto de normas que regulamenta o funcionamento do mercado de ativos virtuais no país. As novas regras definem quem poderá prestar serviços com criptomoedas, como essas empresas devem operar e em quais casos as transações entram nas regras do mercado de câmbio.

A partir de 4 de maio de 2026, as empresas também serão obrigadas a informar ao BC detalhes sobre operações internacionais com ativos virtuais.

A Resolução 519 estabelece como será a prestação de serviços de ativos virtuais e a constituição das SPSAVs. As companhias poderão atuar em três frentes:
  • Intermediação, conectando compradores e vendedores;
  • Custódia, guardando criptoativos de clientes;
  • Corretagem, executando ordens de compra e venda.

Já a Resolução 520 define como será o processo de autorização para que essas empresas funcionem. Companhias que já operam com criptomoedas precisarão solicitar permissão ao BC e se adequar às exigências até a data de vigência das normas.

Regras para operações internacionais

A Resolução 521 trata de operações com cripto no exterior e estabelece que pagamentos e transferências internacionais usando ativos virtuais passam a ser considerados operações de câmbio.

Entre as principais determinações estão:

  • O uso de cripto para pagamentos internacionais, trocas e transferências será enquadrado como câmbio;
  • As empresas só poderão fazer essas operações se autorizadas pelo BC;
  • As transações terão limite de até US$ 100 mil quando a contraparte não for uma instituição financeira reconhecida.

O BC vai monitorar e registrar essas movimentações para evitar evasão de divisas, fraudes e lavagem de dinheiro.

Marco regulatório do setor

As resoluções são resultado de consultas públicas abertas entre 2023 e 2024, que receberam contribuições de bancos, corretoras, escritórios de advocacia, associações e empresas estrangeiras.

Com as novas normas, o Banco Central dá um passo importante para consolidar o marco regulatório do mercado de criptomoedas no Brasil, trazendo mais segurança jurídica, transparência e supervisão ao setor.

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