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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou neste sábado (21) a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro após a condenação a 27 anos de 3 meses por tentar um golpe de Estado no Brasil após a derrota nas eleições em 2022.
Na decisão que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Ministro Alexandre de Moraes destacou dois fatores técnicos cruciais: a notificação de violação da tornozeleira eletrônica e o risco iminente de fuga para embaixadas em Brasília.
Violação do monitoramento eletrônico
O texto da decisão revela que o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou ao STF uma ocorrência de violação no equipamento de monitoramento de Bolsonaro. O registro ocorreu à 0h08min desta sexta-feira, 22 de novembro de 2025.
Para Moraes, a informação técnica constata “a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga”. O ministro argumentou que tal ato seria facilitado pela confusão causada pela manifestação convocada por aliados do ex-presidente para a porta de sua residência.
Proximidade com Embaixadas e risco de asilo
Outro ponto central na argumentação do magistrado é a localização geográfica da residência de Bolsonaro, no condomínio Solar de Brasília. A decisão sublinha que o imóvel está localizado a cerca de 13 km do Setor de Embaixadas Sul, onde fica localizada, por exemplo, a embaixada dos Estados Unidos.
O documento detalha que essa distância pode ser percorrida em aproximadamente 15 minutos de carro. Moraes relembra no texto que, durante as investigações, apurou-se que o ex-presidente já havia planejado uma fuga para a embaixada da Argentina.
Diante da “tentativa de fuga” evidenciada pela violação do equipamento e pela facilidade de deslocamento, o ministro concluiu que deixar o crime “à mercê de seu suposto autor” colocaria em risco a efetividade da Justiça, determinando assim o recolhimento imediato do ex-presidente.
Defesa de Bolsonaro diz que não tinha conhecimento da decisão do STF
Advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmaram, na manhã deste sábado (22), que ainda não tinham sido informados da prisão do ex-presidente. Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado, em cumprimento a um mandado autorizado pelo Supremo Tribunal Federal.
Defesa diz que Bolsonaro não pode cumprir pena na Papuda: “Risco à vida”
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que mantenha o regime de prisão domiciliar, alegando que seu estado de saúde inviabiliza qualquer cumprimento de pena em unidade prisional.
No documento, protocolado no início da tarde desta sexta-feira (21), os advogados afirmam que Bolsonaro sofre de múltiplas doenças graves, além de sequelas permanentes das cirurgias após a facada de 2018. Foram anexados, ao menos, 11 relatórios médicos para justificar a afirmação.
Condenação no STF
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.
A pena foi definida após o colegiado entrar na fase de fase da dosimetria das penas depois da condenação dos oito réus da trama golpista. Bolsonaro está inelegível desde junho de 2023.





