crédito metrópoles -> www.metropoles.com/sao-paulo/cantareira-nivel-critico-risco-2026
Com apenas 21,3% do volume total, Sistema Cantareira tem o menor nível em quase 10 anos. Especialista alerta para risco de falta de água
atualizado
Em meio a um período de seca em São Paulo, o Sistema Cantareira, principal reservatório de abastecimento de água do estado, registrou, nessa sexta-feira (28/11), o menor nível em quase 10 anos. Com apenas 21,3% do volume total disponível, o Cantareira é responsável por abastecer, aproximadamente, 46% da população da Grande São Paulo.
No início do ano, o Cantareira contava com 60% do volume total disponível — valor alcançado pelas chuvas do final de dezembro de 2024 e de janeiro deste ano. No entanto, do dia 3 de março até agora, o nível do sistema caiu 38,7%.
Falta de chuva preocupa
Em entrevista ao Metrópoles, o professor Antonio Carlos Zuffo, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirmou que o volume baixo é normal para a época do ano. Ele acrescentou, contudo, que o nível crítico e a falta de chuva na primavera preocupam.
Para reverter a situação, o professor explica que as chuvas de verão são fundamentais. Segundo ele, a estação precisa recuperar pelo menos 20% do nível do reservatório para evitar riscos para o ano que vem.
“Não sabemos o quanto vai chover. Se chover bem, ele [o reservatório] recupera mais de 15%. A preocupação é se essa recuperação for tímida após as chuvas, porque só volta a chover no começo de outubro do ano que vem”, explicou.
Riscos para 2026
Questionado sobre as preocupações para o verão, Zuffo acredita que, caso o nível de água do Sistema Cantareira não volte a subir, o próximo ano pode registrar volumes ainda mais críticos. Para ele, o abastecimento de água na região metropolitana pode ser afetado drasticamente em caso de piora do quadro.
Veja quais são elas:
- Descontos na conta d’água para clientes que economizarem gastos.
- Aumentos de restrição de uso.
- Multas em caso de uso exagerado.
- Racionamento de água.
A situação dos reservatórios e dos recursos hídricos do estado é acompanhada de forma contínua pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).





