Depoimento revela detalhes de acusação de abuso contra ministro do STJ

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Documentos obtidos pelo Jornal da Band mostram relato de jovem de 18 anos sobre episódio ocorrido em praia de Santa Catarina; defesa nega crime.

Por Lucas Martins

 

O jornalismo da Band teve acesso ao depoimento policial e a conversas de WhatsApp que detalham a acusação de abuso sexual contra o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso teria ocorrido em uma praia em Santa Catarina e envolve uma jovem de 18 anos, filha de amigos de longa data do magistrado.

Segundo o relato da vítima às autoridades, o episódio aconteceu na Praia do Estaleiro. A jovem afirmou que o ministro sugeriu que ambos caminhassem para um ponto mais isolado da orla, a cerca de 400 metros do local onde as famílias estavam acomodadas, sob o pretexto de que o mar estaria mais calmo naquela região.
A declarante ressaltou na delegacia que a sugestão causou estranheza, pois as condições das ondas no ponto original não eram consideradas revoltas. O depoimento detalha que, ao chegarem ao local afastado, o magistrado teria iniciado a abordagem física sem consentimento.

Detalhes do depoimento e mensagens

De acordo com o documento policial, a jovem relatou que Marco Buzzi a puxou pelo braço e a posicionou de costas para ele. O relato descreve que o ministro pressionou o corpo contra o dela e proferiu comentários sobre a aparência física da jovem. Ela afirma que tentou se afastar, mas foi puxada novamente.

conteúdo das conversas de WhatsApp, também obtido pela reportagem, mostra o momento em que os pais da jovem relatam o ocorrido à esposa do ministro. As mensagens registram o choque da família com o episódio. A vítima declarou que, após o ocorrido, retornou à residência chorando e contou os fatos ao pai.

Diante do relato, a família decidiu interromper a viagem e retornar imediatamente para São Paulo. A jovem afirmou às autoridades que sofre de abalos psicológicos graves desde o dia do incidente, incluindo pesadelos constantes e a necessidade de acompanhamento profissional com psicóloga e psiquiatra.

Repercussão e próximos passos

O caso ganha relevância devido ao cargo ocupado por Marco Buzzi, que integra uma das cortes mais altas do Judiciário brasileiro. A investigação busca apurar a veracidade dos fatos e analisar as provas digitais apresentadas pela família da vítima, como as trocas de mensagens logo após o suposto crime.

A defesa do ministro Marco Buzzi nega veementemente as acusações de abuso sexual. O processo segue sob análise das autoridades, que devem ouvir outras testemunhas e analisar o histórico das relações entre as famílias envolvidas para dar prosseguimento ao inquérito.

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