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Europeus serão taxados em 10% a partir de fevereiro, valor que subiria para 25% em junho, caso não haja um acordo para que os Estados Unidos assumam o controle da Groenlândia
Neste domingo, a União Europeia realizou uma reunião emergencial de seus embaixadores em Bruxelas para discutir as novas tarifas impostas por Washington. O encontro reuniu representantes de Alemanha, França, Holanda, Dinamarca, Suécia e Finlândia, além de nações não membros do bloco, como Reino Unido e Noruega. Uma cúpula extraordinária com os líderes europeus foi agendada para a próxima quinta-feira.
O impasse do Ártico
Desde que a Casa Branca aumentou a pressão sobre a maior ilha do mundo, países como a França enviaram soldados para participar de manobras militares lideradas pela Dinamarca. O gesto de apoio a Copenhague foi interpretado por Washington como uma afronta.
Guerra na Ucrânia: Mudança de postura dos EUA no suporte ao conflito.
Questão da Groenlândia: Pressão direta pela soberania do território.
Histórico comercial: Um acordo firmado no ano passado, que impôs tarifa média de 15% aos produtos europeus, já era considerado um “péssimo negócio” aceito sob pressão pelo bloco.
Bazuca comercial’
Caso as negociações diplomáticas não avancem, a União Europeia prepara um contra-ataque massivo. O bloco estuda impor tarifas sobre 93 bilhões de euros (cerca de R$ 580 bilhões) em mercadorias americanas.
O presidente francês, Emmanuel Macron, pressiona nos bastidores para a ativação do “instrumento de anticoerção”, apelidado de “bazuca comercial”. Criado originalmente para proteger o bloco de medidas da China, o mecanismo permitiria retaliar não apenas produtos, mas também bens e serviços, atingindo diretamente gigantes da tecnologia e o mercado financeiro dos EUA.
Davos
A semana promete ser decisiva com o início do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. O evento reúne líderes, empresários e economistas para discutir as crises globais.
A expectativa gira em torno da presença de Donald Trump, que não participa presencialmente do fórum desde 2020. O mundo aguarda com atenção o discurso do presidente americano, que pode ditar o tom das relações comerciais para o restante do ano.





