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Entenda como o Alzheimer avança após longo período de diagnóstico e quais sintomas são mais comuns
atualizado
Após a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para o cumprimento de pena relacionada à trama golpista, o general Augusto Heleno comunicou ao Exército que foi diagnosticado com Alzheimer em 2018.
A declaração reacendeu dúvidas sobre como o Alzheimer costuma evoluir ao longo do tempo e a situação de Heleno. A doença, que é neurodegenerativa e progressiva, afeta principalmente a memória recente e compromete gradualmente a autonomia do paciente.
Como o Alzheimer evolui?
O início do Alzheimer costuma ser mais lento, especialmente nos primeiros estágios. Segundo o geriatra Natan Chehter, a fase leve pode durar muitos anos antes de avançar. “Ela costuma levar uns cinco a 10 anos”, afirma o especialista.
Esse ritmo, porém, não é igual para todos. “Influências genéticas, hábitos de vida, controle de doenças associadas e acompanhamento médico adequado podem acelerar ou desacelerar a progressão do Alzheimer” , esclarece.
“Nesse estágio, é comum perceber dificuldade crescente para planejar tarefas, organizar rotinas e manter autonomia em atividades mais complexas – embora muitas pessoas ainda consigam participar de conversas, reconhecer familiares e expressar opiniões”, afirma.
A avaliação do avanço do Alzheimer não depende apenas de exames. Chehter explica que testes cognitivos são mais eficientes para determinar o estágio da doença e orientar condutas. “Os exames ajudam mais na hora de fazer o diagnóstico”, explica.
De acordo com o geriatra, por isso médicos avaliam memória, linguagem, atenção e capacidade de organização por meio de consultas e, quando necessário, testes neuropsicológicos mais detalhados. De forma geral, o Alzheimer se divide em três fases principais.
Fases do Alzheimer
- Fase leve: esquecimentos recentes, repetição de perguntas, pequenas dificuldades de organização e início de perda de autonomia.
- Fase moderada: piora da memória, episódios de desorientação, alterações de comportamento e dependência crescente.
- Fase grave: limitações na comunicação, grande perda de memória, dificuldade de locomoção e necessidade de cuidados integrais.
Segundo o Ministério da Saúde, o Alzheimer é a forma mais comum de demência no Brasil e avança de forma contínua, embora o ritmo varie consideravelmente entre os indivíduos.
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