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Apesar do pedido de Donald Trump por cessar-fogo, Israel segue atacando a Cidade de Gaza e alerta civis sobre risco extremo
atualizado
O exército de Israel afirmou, neste sábado (4/10), que continua sua ofensiva na Cidade de Gaza, contrariando os apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por um cessar-fogo imediato na região.
O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), coronel Avichay Adraee, disse que as tropas seguem operando na área e advertiu a população sobre o perigo de retornar à cidade.
“Para sua segurança, evite retornar para o norte ou se aproximar de áreas de atividade das tropas da IDF em qualquer lugar — inclusive no sul da Faixa de Gaza”, afirmou.
Segundo o porta-voz, a prioridade do governo é garantir a segurança dos soldados israelenses. “Todas as capacidades da IDF serão alocadas ao Comando Sul para garantir a proteção das tropas”, destacou.
Nessa sexta-feira (3/10), o Hamas declarou estar pronto para iniciar negociações “imediatamente” e aceitou dois termos — de 20 — da proposta. O plano elaborado pelos EUA prevê que o grupo não participe de um futuro governo na Faixa de Gaza, mas que seus membros possam ser anistiados, desde que entreguem as armas e aceitem conviver pacificamente com Israel.
Ao menos 20 mortos
Mesmo com os acenos diplomáticos de todas as partes envolvidas, a ofensiva militar segue intensa. Hospitais locais relataram que ao menos 20 pessoas morreram nas últimas 12 horas em bombardeios israelenses.
Somente no Hospital Batista Al-Ahli, na Cidade de Gaza, foram registrados 11 corpos entre 0h e 12h45, horário local. Mortes também foram confirmadas nos hospitais Al-Shifa, Al-Awda e Nasser.
O governo de Netanyahu reiterou que “trabalhará em cooperação com os Estados Unidos” para encerrar o conflito, mas dentro dos “princípios estabelecidos por Israel”, que considera compatíveis com a visão de Trump.





