Foto: Ricardo Stuckert/PR
Os presidentes Lula e Trump se reuniram no domingo (26) durante a cúpula da ASEAN, em Kuala Lumpur (Malásia), em um momento decisivo para as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
Na coletiva após o encontro, Lula afirmou que Trump lhe garantiu que um acordo entre os dois países será alcançado “em poucos dias”.
Trump, por sua vez, descreveu a reunião como “muito boa” e declarou ter “grande respeito” pelo presidente brasileiro.
Principais pontos discutidos
A pauta central foi o chamado tarifaço: tarifas de até 50 % impostas pelo governo Trump sobre produtos brasileiros, gerando forte tensão bilateral.
Ambos os líderes decidiram que suas equipes começarão imediatamente a negociar a suspensão ou revisão dessas tarifas e sanções.
Lula apresentou um documento ao americano com argumentos técnicos contra as tarifas, argumentando que foram baseadas em “informações equivocadas”.
O encontro também abordou temas como a situação da Venezuela e as relações estratégicas entre os países, embora sem anúncios concretos.
Reações e o impacto econômico
Para setores da indústria e mercado financeiro, o gesto representa um alívio. A simples perspectiva de entendimento entre os dois países fez com que ações brasileiras subissem e o câmbio se estabilizasse.
Analistas apontam que, se concretizado, um acordo poderia significar recuperação de competitividade para produtos brasileiros nos EUA e melhora nas exportações.
O que vem a seguir
Com o compromisso firmado, as equipes das duas nações se reunirão nos próximos dias para definir cronogramas, formas de revisão tarifária e garantias de cumprimento já em vista de uma solução que, nas palavras de Lula, será “definitiva”.
Não há cronograma público ainda, e nenhuma medida foi anunciada formalmente, o que torna o próximo passo decisivo para transformar promessas em efeitos reais.
Por Gabriel Silva – Panorama de São Paulo
Fontes: Reuters; Al Jazeera; Agência Brasil; CartaCapital; Poder360; Infomoney.






Uma resposta
A volta da racionalidade