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Secretaria Estadual da Saúde divulgou novo balanço de casos de intoxicação por metanol em SP. Cidade do interior teve primeiro diagnóstico
atualizado
O número de casos confirmados de intoxicação por metanol em São Paulo aumentou para 47, segundo o balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde na última segunda-feira (2/11). A cidade de Campinas, no interior paulista, registrou o primeiro diagnóstico.
Nove casos permanecem sob investigação, incluindo dois óbitos: um em Piracicaba, de um paciente de 49 anos, e outro em São Vicente, de 32 anos. Até o momento, 464 casos suspeitos foram descartadas.
Metanol
Altamente inflamável e tóxico à saúde humana, o metanol, também conhecido como álcool metílico – substância encontrada em bebidas alcóolicas que levou à morte de nove pessoas em São Paulo – é incolor e inflamável, com cheiro semelhante ao da bebida alcoólica comum.
O composto é um dos mais importantes insumos na indústria química, sendo usado como matéria-prima para sintetizar produtos químicos, tais como formaldeído (também conhecido como formol), MTBE (aditivo químico para a gasolina) e ácido acético, que, por sua vez, são usados na produção de adesivos, solventes, pisos, revestimentos etc.
A substância é um composto orgânico da família dos álcoois e, no mercado brasileiro, possui papel crucial para produção do biodiesel, que é um combustível renovável adicionado ao diesel de origem fóssil.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), atualmente, em escala industrial, o metanol é produzido predominantemente a partir do gás natural.
Levando em consideração a toxicidade do produto, os riscos à saúde humana e à segurança pública e privada, a ANP passou a regulamentar o metanol, incluindo-o na definição de solvente e adequando seus atos normativos, a fim de tornar mais efetivo o controle da substância no mercado nacional.





