Ministros filiados ao PSOL são alvo de críticas dentro do governo após invasão na COP30

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Nos bastidores, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que a orientação é conter o desgaste e evitar que o episódio ganhe contornos políticos durante a conferência

 

invasão à sede da COP30, em Belém, na noite de terça-feira (11), gerou desconforto dentro do governo federal e abriu uma nova frente de tensão entre ministros. Integrantes do primeiro escalão criticaram a atuação de dois ministros filiados ao PSOL: Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, e Sonia Guajajara, titular do Ministério dos Povos Indígenas.

Segundo relatos de interlocutores do Planalto, Boulos e Guajajara foram cobrados por colegas que avaliaram que a presença de militantes ligados ao PSOL no episódio constrangeu o governo em meio à realização da conferência climática da ONU.
A invasão, que resultou em ferimentos leves em dois seguranças, envolveu integrantes do Juntos, movimento estudantil e político vinculado ao PSOL, além de representantes indígenas. O grupo rompeu as barreiras de acesso à Zona Azul — área controlada pela ONU e destinada às delegações oficiais — e chegou a ocupar parte do espaço onde ocorrem negociações internacionais.

A reportagem da Band viu a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) no local durante o protesto.

Gabinete de Segurança Institucional (GSI) decidiu reforçar a segurança da COP30 com o envio de mais 30 agentes, a pedido da ONU. Cerca de 60 já atuavam desde o início do evento nas Zonas Verde e Azul.

Nos bastidores, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que a orientação é conter o desgaste e evitar que o episódio ganhe contornos políticos durante a conferência, considerada estratégica para a imagem internacional do governo.

A Secretaria-Geral da Presidência, o Ministério dos Povos Indígenas e o PSOL foram procurados pela reportagem, mas não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

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