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Partido de Bolsonaro tenta reativar proposta após prisão do ex-presidente, mas maioria das legendas e presidente da Câmara rejeitam pautar o tema
A retomada do debate sobre uma possível anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro ganhou força após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas o tema deve continuar parado no Congresso. Segundo a colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM, apesar da mobilização do PL e de aliados da família Bolsonaro, o presidente da Câmara, Hugo Motta, pretende manter o projeto engavetado, apoiado pela maioria das legendas.
Mobilização do PL não muda posição da Câmara
A apuração da jornalista indica que a prisão de Bolsonaro levou o Partido Liberal a se reunir com familiares e aliados do ex-presidente para pressionar pela votação de uma anistia ampla e irrestrita. A sigla tenta reacender um projeto que estava “morto”, segundo a colunista, e que havia perdido força nos últimos meses.
Câmara avalia alternativa: reduzir penas
Enquanto a anistia encontra forte resistência, a discussão sobre a redução de penas volta a ganhar espaço. Segundo Mônica Bergamo, essa alternativa vinha sendo negociada entre Câmara, Senado e até ministros do STF antes de perder ritmo por falta de consenso.
A redução de pena teria efeito direto sobre Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses, e poderia permitir que ele deixasse o regime fechado mais cedo, cumprindo um sexto da pena, em caso de bom comportamento.
Já a anistia, avaliam líderes políticos, enfrentaria rejeição imediata no Senado e, se aprovada, seria barrada no Supremo, criando desgaste institucional para a Câmara sem oferecer resultado prático.
Prisão domiciliar expõe contradições
Durante a participação no Jornal BandNews FM, Bergamo lembrou que aliados de Bolsonaro agora criticam como “tortura” garantias previstas na legislação — como prisão domiciliar por idade ou saúde, direito a visitas e condições dignas de detenção — direitos que o bolsonarismo tradicionalmente rejeitou.





