Texto escrito por Sandra Regina
Quando os homens sonhavam e voavam com a imaginação da nave compaixão, uniam-se por um bem comum e vozes se faziam ouvir e sorrisos estalavam nas salas, salões, antessalas , castelos, casas e castelos – NADA ERA MAIS BELO DO QUE SER HUMANO.
Quando os homens andavam nas longas noites da História é compreensível imaginar que sonhassem com o amanhecer, com o nascer do Sol, com a aurora – bela garota e nobre senhora.
Quando os homens perdidos vagavam pelos confins das geleiras, dos desertos, das florestas impenetráveis é natural pressupor que sonhassem com vastos espaços, amplos caminhos livres em todas as direções, senhores dos seus destinos e rumos.
ASSIM PRESUMO…
Quando a humanidade era encurralada por falanges armadas, presa, deportada, subjugada e acorrentada nos porões fétidos da inexistência para servir de insumo aos poderes dos detentores de “podres poderes” é normal imaginar que sonhasse com a equidade, a harmonia e a paz.
Quando a humanidade chorava diante da fome de crianças, jovens, velhos e adultos ou chorava ao ver povos dizimados, crianças bombardeadas, populações expulsas de seus lares, explosões criminosas para saquear a natureza, as habitações, as nações … é possível imaginar que sonhava por empatia, compaixão e misericórdia entre os homens.
Com o que sonha o ser humano neste epicentro da História – tresloucado e lúgubre?
AGORA, quando as populações famintas, pisoteadas e esfaceladas são o NOVO NORMAL. Hoje, que a usurpação de domínios por ávidos e insaciáveis impérios descaradamente atropela vizinhos próximos e distantes – normalizou-se a usura, a ganância e a arrogância.
AGORA, que toda sorte de impropérios são ditos e desditos na construção do falso arbítrio, dos conceitos despidos de dignidade para servir a argumentos vazios ou cheios de medos e ódios cultivados com a insanidade dos “Senhores da Guerra” que se autoproclamam os senhores da Paz .
Onde ficou a humanidade que sonhava com humanidade?
Stop!
Satis ! Στάση Stási!
Arrêt! Masphik ! Hetáma!
‘Dang Nges! Khangalttai! Ima!
Basta!
Sandra Regina Klippel. In: A Gazeta do Amapá, 19.10.2025






Respostas de 13
Poisé! O ser humano, da mesma maneira que se evoluiu, gradativamente regrediu. Mas tenhamos fé, que a esperança nos sinaliza que tudo vai dar certo e o Homem voltará a ser um bom sujeito civilizado.
A Esperança é nossa força
Inevitavel é o ciclo.
A busca se manifesta pela necessidade que a dor trás. Desapontamentos, fragilidade, impotência é superfície, é o efeito de se acreditar no sistema imposto.
A busca é ir para a outra esfera e de lá ver que o ciclo é inevitável.
São as opções humanas destituída s de Amor. E os ciclos se repetem na mesma toada.
Como sempre nos trazendo luz e reflexão nesses tempos sombrios e tristes.
Olha de tanto verificar mal em todos os lugares.
Às vezes fica cansativo levantar e viver.
Gratidão
Parabéns, infelizmente a medida que a sociedade evolui, TB traz suas fragilidades
Que de nossos corações possam surgir as vibrações do amor universal
Caberá ao ser humano resgatar a sua essência e curar as feridas dos processos da civilização.
Parabéns, lindo e verdadeiro, adorei!!!!
Os governantes, as potências não estão interessados no bem-estar dos seres humanos.
Sandra Regina Klippel oferece, neste texto, um dos raros gritos de lucidez num tempo em que a barbárie se traveste de progresso. Sua escrita é um espelho poético e doloroso da condição humana – um lamento e, ao mesmo tempo, uma convocação.
O artigo percorre a linha tênue entre o sonho e o desencanto, entre a compaixão perdida e o presente desumanizado. Ao perguntar “com o que sonha o ser humano neste epicentro da História?”, a autora desvela uma ferida civilizatória: a perda do espanto moral diante da dor alheia.
Há ecos bíblicos e humanistas em seu “Basta!” – um clamor que transcende idiomas e fronteiras, traduzindo a exaustão de uma era que transformou a ganância em virtude e o egoísmo em sistema. A força da crônica reside justamente nessa catarse: não é um panfleto, mas uma oração laica pela restauração da consciência.
Em tempos de cinismo institucionalizado, a autora nos recorda que ainda é possível insurgir com palavras. E que, talvez, ser verdadeiramente humano nunca tenha sido tão revolucionário.
Caberá ao ser humano resgatar a sua essência e curar as feridas dos processos da civilização.
Parabéns, infelizmente a medida que a sociedade evolui, TB traz suas fragilidades