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Presidente do Senado contrastou com a Câmara e escolheu nome moderado para relatar texto, e PT quer usar mudanças para desgastar deputados
atualizado
Mais que uma ajuda ao Planalto, a escolha do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por um nome moderado para relatar o PL Antifacção pavimenta um novo revés para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A tendência é de que a proposta seja alterada, agradando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e colocando em evidência pontos que podem municiar o PT contra o Centrão e a oposição.
Em entrevista ao Metrópoles, Vieira indicou que manteria o cerne do texto sobre endurecimento de penas, mas faria alterações para garantir a manutenção do orçamento da Polícia Federal (PF) e também averiguaria eventual restrição à atuação da Receita. São alterações cruciais à proposta construída pelo relator na Câmara, Guilherme Derrite (PP-SP).
Derrite é secretário de Segurança Pública de São Paulo e reassumiu o mandato de deputado federal só para tratar da proposta. Motta, dessa forma, tornou-se o fiador das mudanças feitas pelo parlamentar e resistiu aos pedidos de troca de relatoria, mesmo após uma série de mudanças por causa de inconsistências do texto.
Coincidentemente, Alcolumbre também escolheu Vieira para relatar e enterrar a PEC da Blindagem. A proposta mudava a Constituição para que deputados e senadores não possam ser processados criminalmente sem a autorização de sua própria Casa, desde o momento em que tomassem posse.
Os governistas não enxergam que Alcolumbre quis prejudicar Motta propositalmente, mas novamente enxergam um espaço para fazer o Planalto crescer diante do espaço deixado entre a articulação das duas Casas. Se Alcolumbre escolhesse no Senado um nome de oposição “puro sangue” como foi Derrite na Câmara, indicam os petistas, pouco poderia ser feito.





