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Ao provocar Vladimir Putin, Volodymyr Zelensky diz aceitar qualquer formato de diálogo, mas descarta reuniões em Moscou
atualizado
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, convidou o líder russo, Vladimir Putin, nesta sexta-feira (30/1), para ir a Kiev negociar o fim da guerra no leste europeu. A proposta surge em meio a uma nova rodada de conversas mediadas pelos Estados Unidos e a tentativas pontuais de redução do conflito.
Em coletiva de imprensa, o ucraniano afirmou estar disposto a negociar em qualquer formato, desde que o encontro não ocorra em território russo ou bielorrusso — países que, segundo ele, têm responsabilidade direta pela ofensiva militar contra a Ucrânia.
“É impossível para mim me encontrar com Putin em Moscou. É o mesmo que ele vir a Kiev. Eu posso convidá-lo para Kiev. Eu o convido publicamente, se ele ousar”, disse Zelensky.
Negociações mediadas pelos EUA
- As declarações acontecem após Ucrânia e Rússia participarem de negociações mediadas pelos Estados Unidos em Abu Dhabi, na semana passada.
- Uma nova rodada está prevista para este domingo (1º/2).
- O cenário diplomático ganhou novos contornos depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Putin teria aceitado suspender ataques à infraestrutura energética da Ucrânia por uma semana, diante das temperaturas extremas do inverno.
- O Kremlin confirmou o pedido e, por meio do porta-voz Dmitry Peskov, afirmou que o líder russo “obviamente” concordou com a proposta.
Pontos de tensão permanecem
Apesar dos sinais de desescalada, divergências centrais seguem travando um acordo mais amplo.
Zelensky disse esperar que os compromissos discutidos sobre a suspensão de ataques à infraestrutura energética sejam cumpridos.“Medidas de desescalada contribuem para um progresso real rumo ao fim da guerra”, declarou.





